Material escolar fica até 30% mais caro: reajuste foi maior
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Material escolar fica até 30% mais caro: reajuste foi maior

    Aumento supera expectativa do mercado, que estimava reajuste médio de 10% em 2019

   Um aumento do material escolar na virada do ano já era esperado. A Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) havia previsto um reajuste médio de 10% nos itens de papelaria em janeiro de 2019, frente ao mesmo mês do ano passado. Mas, para surpresa dos consumidores, o reajuste foi maior e chegou, em alguns itens, a 30% na primeira semana deste ano, em Belo Horizonte, segundo levantamento do site de pesquisa de preços Mercado Mineiro.

   “Pode ter sido a alta do dólar, algum efeito dominó que atingiu os consumidores, mas os preços do material escolar subiram muito neste ano, mais do que nos anos anteriores”, afirma a comerciante Érika Boechat, 39, mãe de duas crianças em idade escolar. “Na minha avaliação, a lista de material ficou 50% mais cara que no ano passado. Tenho dois filhos, de 8 e 5 anos, e paguei (pelo material escolar) na faixa de R$ 2.000 para os dois”, calcula a servidora pública federal Fernanda Villela, 42. “O acréscimo foi principalmente nesses materiais pequenos, como caderno, lápis e borracha”, diz a terapeuta corporal Raquel Lambert, 50.

   Os preços que mais subiram foram aqueles influenciados pelo dólar, como importados e papel. Cadernos chegaram a subir 22,7% e pastas plásticas 31,7% em janeiro de 2019, ante o mesmo mês de 2018. “A maior influência foi do dólar, mas tem a estruturação da loja, que precisa contratar funcionários, e isso também impacta os preços”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva.

  “O preço do dólar influencia sim, mas vale lembrar que a procura aumenta em janeiro e o lojista, que vem de vários anos de perdas, pode forçar nos preços. Por isso, é fundamental pesquisar e negociar valores. Vários pais comprando juntos, por exemplo, aumenta o poder de negociação”, aconselha o coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.

   Para Fernanda Villela, a melhor opção foi pagar à vista com 15% de desconto. “Priorizei pagar o material escolar à vista e parcelar outras despesas, como IPTU e IPVA, que têm desconto menor”, diz Fernanda.

   Outra alternativa é comprar livros usados. “Converso com as crianças e explico que, incluindo os livros usados, o valor total cai e fica uma margem que podemos usar para comprar os cadernos e as borrachas que eles tanto gostam no início do ano”, explica Raquel.

    Cuidado. Um golpe que oferece uma caixa de lápis de cor grátis, que circula por WhatsApp e Facebook, rouba dados pessoais e instala aplicativos maliciosos no celular da vítima.

 

  Comércio espera aumento de até 5% nas vendas

   A expectativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) é que a venda de material escolar na capital mineira em janeiro de 2019 apresente um crescimento entre 4% e 5% frente ao mesmo período do ano passado. “Esse crescimento de 4% a 5% é o mesmo que estamos apontando para o Natal. Acredito que as vendas de material escolar em janeiro vão acompanhar esses números”, diz o presidente da CDL-BH, Marcelo Souza e Silva.

   “A expectativa é bem positiva. Até no sentido macroeconômico, com o novo governo, espero crescimento nas vendas”, conta João Paulo Azevedo, dono da papelaria João Paulo II. Para Azevedo, os preços não subiram em janeiro. “Fizemos as negociações em setembro e outubro de 2018. Não vai haver novos aumentos”, diz.

    Ludmila Pizarro / O Tempo
 

 

 
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